quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Tantas coisinhas miúdas

"SÃO TANTAS COISINHAS MIÚDAS"

Que nos fazem chorar
um amigo que diz não
justo aquele amigo
que nunca podia falhar

Só nos resta perdoar
pra ser maior que o erro
porque senão ele cresce
e transforma em desespero

Estenda a tua mão
eis que ainda é cedo
o Sol de outrora já foi
mas o de hoje nem se pôs

Vale tudo nessa vida
só não vale ficar só
que a lágrima sentida
seja a do "bem" maior!

Para meus aluninhos do 5ºano A,2009

Beijos da sua professora, no coração, sempre!

Rita Minuncio

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O monstro da biblioteca

O MONSTRO DA BIBLIOTECA

ESTA HISTÓRIA TEM COMEÇO
MAS FIM JAMAIS ELA TERÁ
POIS A CRIANÇA QUE LER
ESTE LIVRO
JAMAIS ESQUECERÁ

Na escola em que Pedro aprendeu a ler e escrever havia uma biblioteca
Onde todos não podiam ler.
Os livros ficavam trancados, todos empoeirados, nunca haviam sido tocados
AS crianças não viajavam no mundo da imaginação , viviam choramingando, e levando broncas então.
Até que um dia um livro, resolveu se rebelar. Saiu de seu lugar, escorregou de mansinho e caiu bem devagar.
E como imaginação é capaz de dar asas, o livro voou e saiu pela janela, encontrando um ar puro e a procura de mãos belas.
Lá se foi o livrinho, perdido qual passarinho a procura de seu ninho.
De longe avistou, um garoto a brincar, com um aparelho, um tal de celular.
Teve logo uma idéia e caiu bem do seu lado, pensou, desse menino eu serei amado.
Mas o menino não sabia que este livro era mágico. Tudo que ele ouvia em suas páginas era registrado. Como por encanto, o livro leu os pensamentos do menino ali abandonado.
Suas alegrias, suas tristezas, seus sucessos, seus fracassos.
E o livro tomou a forma do personagem ao seu lado.
Tornou-se um livro sem dono, um livro abandonado,tal qual o menor que estava do seu lado.
Uma vontade então, apoderou-se do menino, ir até a biblioteca bisbilhotar os livros.
Não sabia ele que ali, morava bem escondido, atrás de uma estante, um enorme perigo.
Era um monstro assustador, quase que devorador. Devorava tudo que no livro estava escrito, e engolia até manuscrito.
Já não havia palavras nem letras para contar histórias. O monstro havia a todas engolido.
Mas o menino, soube logo, ele era um pouco do livro. E sabia que deveria combater esse inimigo.
Pensou, pensou , pensou e descobriu que quanto mais pessoas lessem os livros, mais livros existiriam , e foi de disse me disse, que a biblioteca recebeu tanta gente quanto livro. E quanto mais se lia, mas o monstro se autodestruia .
Uma pessoa , um livro. Nova palavra existia, houve até acreditem,mudança de ortografia.
E foi tanto o sucesso, que esse menino se tornou, logo um homem sério, mas muito inovador.
Passou a vida escrevendo, virou um escritor.
A biblioteca existe e Pedro foi vencedor.
Mas vocês sabem quem era esse monstro, que impedia a leitura?
É só procurar na escola, se a sua biblioteca for morta e não houver um leitor.
Esse monstro pode ser.....blá, blá, blá, blá...um grande pateta.

Rita Minuncio

domingo, 27 de setembro de 2009

Só lobo cai em armadilha de lobos

Só lobo cai em armadilha de lobos. Quando decidi escrever sobre esse tema, me surpreendi com tantos textos que encontrei a respeito.Por que será que há tantos lobos caindo em armadilhas?
Um outro provérbio, de origem russa diz: " Se tiver no meio de lobos, uive como eles".
Será que todos os lobos que encontramos são lobos verdadeiros, ou apenas são ovelhas se fingindo de lobos?
Cresce a família dos lobos, mas os autênticos são poucos.
E as ovelhas disfarçadas permanecem caindo nas armadilhas dos lobos, porque são fracas demais, para se imporem como ovelhas e donas das suas verdades.
Nasce assim a sociedade de "lobos" com valores de ovelhas, caindo em armadilhas de lobos.
Quem quiser entender que entenda, pois um pingo é letra para quem sabe ler.

Rita Minuncio

sábado, 26 de setembro de 2009

Colhendo amoras

Não tem nada mais delicioso que colher amoras, numa manhã ensolarada como esta.
Exatamente uma xícara de amoras e a sugestão do dia:

GELÉIA DE AMORAS

1 xícara (chá) de amoras
1 xícara (chá) de açúcar refinado

Lave bem as amoras e coloque-as em uma panela, estando o fogo baixo.
Acrescente o açúcar e vai mexendo, até ficar no ponto.

Mas, voltando ao assunto, nada melhor que comer uma fruta colhida na hora, no pé. Eu, aprendi a comer frutas assim, e não acho tão saborosa a fruta que compro no mercado, feira, ou outro lugar.

Eis uma lista de frutas que sempre colhi do pé: tamarindo, jambolão, acerola,goiaba, manga,jabuticaba( bicuda e sabará), pitanga,amoras, pinha,laranja, tangerina,mamão.

Ah! Não tem comparação. Viver no interior, tem lá as suas vantagens, e uma delas é colher frutas no pé da "fruta".

Beijos no coração e que seu sábado seja tão saboroso quanto o meu está sendo.

Rita Minuncio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O teatro na sala de aula

O teatro como estratégia de leitura, interpretação e socialização
traduz-se em momentos de:
leitura individual e coletiva
estudo do texto e dramatização
interpretação oral e silenciosa
introspecção e extrospecção
expressão corporal
expressão emocional
liberar tensões
compreensão
aceitação do outro (troca de personagens)
ensaio ( como me coloco no lugar do outro)
aprendizado
auto-estima
técnicas de leitura e expressão: exclamação, interrogação, afirmação etc
comunicação
integração e interação social

É uma arte completa.
Este ano, nós já desenvolvemos, a peça, O porquinho guloso, O Jornal Dorival e estamos preparando uma nova peça: Terra, fonte da vida.

O teatro na escola,permite ao aluno o desenvolvimento na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário, entre muitos outros.

Rita Minuncio

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Todo tempo

Todo tempo do mundo
para sair da casca
e desvendar o mundo
(tartaruga)

Todo tempo do mundo
Para ir do jardim
ao outro lado do muro
(caramujo)

Todo tempo do mundo
para atravessar o deserto
armazenando água na corcova
(camelo)

Todo tempo do mundo
para equilibrar na ponta do pé
na sapatilha que elegantemente se eleva
(bailarina)

Todo tempo do mundo
para trazer seu calor
sem pestanejar ou culpar o Criador
(Sol)

Todo tempo do mundo
no tempo do Dono do mundo
que gira,gira,gira..

Rita Minuncio

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Matemática não é um bicho de sete cabeças

Em 2005, desenvolvi essa atividade com meus alunos do 5ºano. Foi numa semana de Ciências programada pela escola. Cada classe deveria apresentar um tema. Nós escolhemos "Matemática". Mas foi uma "MATEMÁTICA DIFERENTE".A matemática ensinada há milhares de anos atrás, exatamente no Egito antigo, às margens do Rio Nilo.
Nossa base de estudo, um livro intitulado: "MEU AVÔ, UM ESCRIBA" de Oscar Guelli.
Aprendemos, neste livro não só conceitos matemáticos como também um pouco dos hábitos e costumes do povo egípcio.
Conta-nos o autor, que os meninos egípcios estudavam até os 15 anos com o objetivo de se tornarem escribas. Sob um regime cruel e rigoroso, pois eram surrados com chicotes, eles aprendiam a calcular e escrever. Seu material escolar, uma tabuleta de barro cozido, e um estilete com ponta de ferro usado como lápis para escrever na tabuleta, seu caderno.
O turno diário de estudos iniciava-se ao amanhecer e assim seguiam até o pôr-do-sol.
Ser escriba era uma função importante no Egito e cabiam a eles anotar na tabuleta de barro cozido com o estilete de ponta de ferro, desde os contratos de casamento, a venda de casas, campos e escravos, as dívidas em dinheiro e os contratos do cultivo de palmeiras.
Também escreviam em papiros, feitos de uma planta que crescia às margens do Rio Nilo, onde os registros eram feitos com uma penas de taquara e tinta.
Como cita o livro, o ensino da matemática começava cedo, juntamente com o aprendizado da leitura e escrita. O sistema de numeração egípcio era baseado em agrupamentos representado por marcas, tipo bastão |.
O número 1 significava |, 2 || e assim até 9 |||||||||. Quando se obtia a quantia 10, eles trocavam as dez marcas: |||||||||| por U de cabeça para baixo , que indicava o agrupamento.

A multiplicação e a divisão egípcia usava um método de tabela, onde os números iam se dobrando, até seis vezes ou mais dependendo do valor do multiplicando ou do dividendo.
A tabela continha duas colunas, onde de um lado, se coloca sempre , tanto na divisão quanto na multiplicação, o número 1 e vai se dobrando na sequência:1 /2/4/8/16/32/64 etc. Na segunda coluna da tabela coloca-se o multiplicando, se for multiplicação ou o divisor ser for divisão e procede dobrando o número até o final de linhas das colunas, que é determinado pela primeira.

Na multiplicação, temos dois fatores, o multiplicando e o multiplicador.No caso da multiplicação do número 23 x 12, teríamos o 2ºfator, o 12 na 2ª coluna, primeira linha da tabela, assim: 1 | 12 .De um lado ficamos com 1/2/4/8/16/32/64 e do outro lado da tabela 12/24/48/96/192/384/768

1 12
2 24
4 48
8 96
16 192
32 384
64 768

Vamos procurar na tabela, na primeira coluna os números cuja soma corresponde ao 1ºfator , ou seja o multiplicando que é 23. Encontramos os números 16 + 4 + 2 + 1 = 23. Localizamos na tabela o número que corresponde ao 16(192),4(48),2(24) e ao 1(12). Fazemos a adição desses valores 192 + 48 + 24 + 12 = 276

A conta 23 x 12 tem como resultado o produto 276.

Na divisão, seguimos o mesmo processo. Calculamos o resultado de 657 : 5 ,onde 657 é o dividendo e 5 é o divisor, do seguinte modo. Na tabela, 1ª coluna, dobramos novamente o número 1. E na segunda, dobramos o divisor(5).Deste modo, obtemos a seguinte tabela:

1 5
2 10
4 20
8 40
16 80
32 160
64 320
128 640

A seguir, procuramos na coluna do divisor, que é a 2ªcoluna,os números cuja soma é o número 657, ou seja o dividendo. Encontramos o 640 + 10 + 5= 655. Localizamos na tabela os números correspondentes ao 640(128),10(2),5(1). A soma desses valores 128 + 2 + 1 é igual ao resultado da conta. Nem toda conta é exata. Neste caso há resto.

657:5 = 131 e o resto é a diferença entre 655 e 657. Não é fácil demais?

Ao calcularmos como os egípcios, ensinamos não só a dobrar o número, como também a fazer inferência matemática, localizando em tabela informações explícitas e implícitas.
Exercitamos o cálculo mental e descobrimos que a matemática não é uma matéria rígida em seus modos de aprender. Há várias opções para se chegar a uma solução, sem se tornar algo cansativo, chato, difícil,confuso. Procurar uma forma de ensinar que possibilite um novo olhar, faz com que as crianças se sintam vencedoras e se apaixonem por esse bicho de sete cabeças que não passa de uma nuvenzinha de fumaça que se esvai com o vento.

Esta foi a minha aula de hoje, pois encontrei o mesmo livro na biblioteca da escola e fiz dele, um objeto de conhecimento e de estratégias de ensino.

Rita Minuncio

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Indagações ou soluções?





A semana se inicia e de volta as aulas, sigo.
Ouve-se um pequeno alvoroço, é o barulho da saudade. Os amiguinhos se saudam, se beijam, se abraçam, e as vezes brigam numa explosão de boas vindas.
Em meio a tanta euforia,após o som da campainha, estamos a postos, para começarmos a aula.Quando o dia termina,após uma reflexão, volto para casa pensativa.Tal qual Sócrates, questiono. Procuro respostas e encontro soluções.
Pensei tanto sobre como funciona todo sistema. Cheguei a conclusão que a maioria dos dilemas, problemas futuros de um adolescente, adulto já passou antes pela escola, em nossas mãos.
O que me ajudou a refletir? O programa de sábado do Luciano Huck, quando recebeu a atriz Danieli Haloten, deficiente visual, devido a um glaucoma. Temos em nossa escola uma criança com esse diagnóstico. E pergunto, o que estamos fazendo para minimizar o seu sofrimento? Como prepará-lo para viver essa situação futuramente e não se sentir isolado, abandonado, vítima dessa deficiência visual?
Fui mais longe ainda, nas minhas indagações e nos meus pensamentos. E pensei, por que certos profissionais, como psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas,psicopedagogos,assistentes sociais, não estão vinculados à secretaria da educação, diretamente atendendo a rede escolar? Por que é necessário fazer encaminhamento, o pai ir ao posto de saúde, marcar consulta, isso no caso de haver vaga, para que essa criança receba o devido diagnóstico e comece a usufruir seus direitos tão falados no ECA.
Onde estão os profissionais que deveriam promover o bem-estar do aluno para que a sua aprendizagem ocorra dignamente?
Minha sugestão como professora,pedagoga e psicopedagoga, com 23 anos de magistério, lidando com crianças,é de que um novo horizonte se abra aos nossos olhos e que a escola seja o centro de todo projeto vizando o futuro das nossas crianças. Um centro onde pediatras, psicólogos, dentistas, assistentes sociais,fonoaudiólogos, terapeutas,fisioterapeutas, psicopedagogos, cada um em sua área mas todos pelo mesmo bem comum que é promover o desenvolvimento pleno da criança.Com certeza, atingiremos índice alto em todos os programas de avaliação do sistema escolar.

Rita Minuncio

domingo, 20 de setembro de 2009

Carpe diem

Bem perto do infinito
tudo parece esquisito
tão longe do positivo
beiramos o egocentrismo

Somos fagulhas vazias
de pensamentos sombrios
somos espelhos da alma
que em desencantos aflora

Esta é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
é um obscuro mercado
de compras e vendas sem fim

Perto do infinito
somos tão finitos
somos partículas menores
tentando ser bem maiores

Esta é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
Questionando meu ser
tento me conhecer

Há um bem em algum lugar
Há um mal querer noutro ser
Há um desejo constante
Que me faz perecer

Esta é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
Agora só falta dizer
O que fazer?

Ao infinito e além
nascer,viver e morrer...
Essa é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
Meu bem!

Rita Minuncio

sábado, 19 de setembro de 2009

ADOLESCENTES DO SÉCULO XXI

Era com muita ansiedade que esperávamos o século XXI.
Quanta tecnologia nos alcançou e nós não tinhamos idéia de que seria tão rápido.
Aliás, nós não tinhamos idéia alguma sobre como seria o futuro,exceto pelos filmes de ficção científica que assistiamos na tv, vez ou outra no cinema.
Sonho ou realidade?
Uma realidade que assusta. Tanta tecnologia acompanhada de muita incompetência e animalismo por parte dos jovens de hoje.
As gerações passadas prepararam um futuro majestoso para as gerações futuras.
Basta fazer uma visita ao museu de sua cidade.
Talvez não precise ir tão longe. Folheie o álbum de família.
Tecnologia a parte, lamento que o homem não tenha evoluido enquanto ser humano.
Me envergonho dessa juventude que caminha aos passos, não de formigas, mas aos passos largos e gigantescos de dinossauros da era pré-histórica.Estão abalando tanto as estruturas da nossa sociedade, que nos levou ao Parque dos dinossauros.Aqueles mesmos que nós assistíamos na tv nos anos 90, século XX,vide Jurassic Park.

Irracionais.

O que difere a geração do século XX da atual, é o comportamento.
Só não entendo onde foi que o homem errou, quando emergiu das cavernas para edíficios e esqueceu de fazer download de caráter.

A palavra é CARÁTER.

O caráter no Brasil ou carácter em Portugal, em psicologia é o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade, é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral; seu gênio, humor, temperamento, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais.

Caráter é a soma de hábitos, virtudes e vícios, é a imagem interior de uma pessoa.

Caráter, em sua definição mais simples, resume-se em índole ou firmeza de vontade.Definição Wikipédia.

Bom ou mau caráter?

CORRIJA UM SÁBIO E ELE TE RETORNARÁ.

Rita Minuncio