sábado, 26 de setembro de 2009

Colhendo amoras

Não tem nada mais delicioso que colher amoras, numa manhã ensolarada como esta.
Exatamente uma xícara de amoras e a sugestão do dia:

GELÉIA DE AMORAS

1 xícara (chá) de amoras
1 xícara (chá) de açúcar refinado

Lave bem as amoras e coloque-as em uma panela, estando o fogo baixo.
Acrescente o açúcar e vai mexendo, até ficar no ponto.

Mas, voltando ao assunto, nada melhor que comer uma fruta colhida na hora, no pé. Eu, aprendi a comer frutas assim, e não acho tão saborosa a fruta que compro no mercado, feira, ou outro lugar.

Eis uma lista de frutas que sempre colhi do pé: tamarindo, jambolão, acerola,goiaba, manga,jabuticaba( bicuda e sabará), pitanga,amoras, pinha,laranja, tangerina,mamão.

Ah! Não tem comparação. Viver no interior, tem lá as suas vantagens, e uma delas é colher frutas no pé da "fruta".

Beijos no coração e que seu sábado seja tão saboroso quanto o meu está sendo.

Rita Minuncio

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O teatro na sala de aula

O teatro como estratégia de leitura, interpretação e socialização
traduz-se em momentos de:
leitura individual e coletiva
estudo do texto e dramatização
interpretação oral e silenciosa
introspecção e extrospecção
expressão corporal
expressão emocional
liberar tensões
compreensão
aceitação do outro (troca de personagens)
ensaio ( como me coloco no lugar do outro)
aprendizado
auto-estima
técnicas de leitura e expressão: exclamação, interrogação, afirmação etc
comunicação
integração e interação social

É uma arte completa.
Este ano, nós já desenvolvemos, a peça, O porquinho guloso, O Jornal Dorival e estamos preparando uma nova peça: Terra, fonte da vida.

O teatro na escola,permite ao aluno o desenvolvimento na socialização, criatividade, coordenação, memorização, vocabulário, entre muitos outros.

Rita Minuncio

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Todo tempo

Todo tempo do mundo
para sair da casca
e desvendar o mundo
(tartaruga)

Todo tempo do mundo
Para ir do jardim
ao outro lado do muro
(caramujo)

Todo tempo do mundo
para atravessar o deserto
armazenando água na corcova
(camelo)

Todo tempo do mundo
para equilibrar na ponta do pé
na sapatilha que elegantemente se eleva
(bailarina)

Todo tempo do mundo
para trazer seu calor
sem pestanejar ou culpar o Criador
(Sol)

Todo tempo do mundo
no tempo do Dono do mundo
que gira,gira,gira..

Rita Minuncio

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Matemática não é um bicho de sete cabeças

Em 2005, desenvolvi essa atividade com meus alunos do 5ºano. Foi numa semana de Ciências programada pela escola. Cada classe deveria apresentar um tema. Nós escolhemos "Matemática". Mas foi uma "MATEMÁTICA DIFERENTE".A matemática ensinada há milhares de anos atrás, exatamente no Egito antigo, às margens do Rio Nilo.
Nossa base de estudo, um livro intitulado: "MEU AVÔ, UM ESCRIBA" de Oscar Guelli.
Aprendemos, neste livro não só conceitos matemáticos como também um pouco dos hábitos e costumes do povo egípcio.
Conta-nos o autor, que os meninos egípcios estudavam até os 15 anos com o objetivo de se tornarem escribas. Sob um regime cruel e rigoroso, pois eram surrados com chicotes, eles aprendiam a calcular e escrever. Seu material escolar, uma tabuleta de barro cozido, e um estilete com ponta de ferro usado como lápis para escrever na tabuleta, seu caderno.
O turno diário de estudos iniciava-se ao amanhecer e assim seguiam até o pôr-do-sol.
Ser escriba era uma função importante no Egito e cabiam a eles anotar na tabuleta de barro cozido com o estilete de ponta de ferro, desde os contratos de casamento, a venda de casas, campos e escravos, as dívidas em dinheiro e os contratos do cultivo de palmeiras.
Também escreviam em papiros, feitos de uma planta que crescia às margens do Rio Nilo, onde os registros eram feitos com uma penas de taquara e tinta.
Como cita o livro, o ensino da matemática começava cedo, juntamente com o aprendizado da leitura e escrita. O sistema de numeração egípcio era baseado em agrupamentos representado por marcas, tipo bastão |.
O número 1 significava |, 2 || e assim até 9 |||||||||. Quando se obtia a quantia 10, eles trocavam as dez marcas: |||||||||| por U de cabeça para baixo , que indicava o agrupamento.

A multiplicação e a divisão egípcia usava um método de tabela, onde os números iam se dobrando, até seis vezes ou mais dependendo do valor do multiplicando ou do dividendo.
A tabela continha duas colunas, onde de um lado, se coloca sempre , tanto na divisão quanto na multiplicação, o número 1 e vai se dobrando na sequência:1 /2/4/8/16/32/64 etc. Na segunda coluna da tabela coloca-se o multiplicando, se for multiplicação ou o divisor ser for divisão e procede dobrando o número até o final de linhas das colunas, que é determinado pela primeira.

Na multiplicação, temos dois fatores, o multiplicando e o multiplicador.No caso da multiplicação do número 23 x 12, teríamos o 2ºfator, o 12 na 2ª coluna, primeira linha da tabela, assim: 1 | 12 .De um lado ficamos com 1/2/4/8/16/32/64 e do outro lado da tabela 12/24/48/96/192/384/768

1 12
2 24
4 48
8 96
16 192
32 384
64 768

Vamos procurar na tabela, na primeira coluna os números cuja soma corresponde ao 1ºfator , ou seja o multiplicando que é 23. Encontramos os números 16 + 4 + 2 + 1 = 23. Localizamos na tabela o número que corresponde ao 16(192),4(48),2(24) e ao 1(12). Fazemos a adição desses valores 192 + 48 + 24 + 12 = 276

A conta 23 x 12 tem como resultado o produto 276.

Na divisão, seguimos o mesmo processo. Calculamos o resultado de 657 : 5 ,onde 657 é o dividendo e 5 é o divisor, do seguinte modo. Na tabela, 1ª coluna, dobramos novamente o número 1. E na segunda, dobramos o divisor(5).Deste modo, obtemos a seguinte tabela:

1 5
2 10
4 20
8 40
16 80
32 160
64 320
128 640

A seguir, procuramos na coluna do divisor, que é a 2ªcoluna,os números cuja soma é o número 657, ou seja o dividendo. Encontramos o 640 + 10 + 5= 655. Localizamos na tabela os números correspondentes ao 640(128),10(2),5(1). A soma desses valores 128 + 2 + 1 é igual ao resultado da conta. Nem toda conta é exata. Neste caso há resto.

657:5 = 131 e o resto é a diferença entre 655 e 657. Não é fácil demais?

Ao calcularmos como os egípcios, ensinamos não só a dobrar o número, como também a fazer inferência matemática, localizando em tabela informações explícitas e implícitas.
Exercitamos o cálculo mental e descobrimos que a matemática não é uma matéria rígida em seus modos de aprender. Há várias opções para se chegar a uma solução, sem se tornar algo cansativo, chato, difícil,confuso. Procurar uma forma de ensinar que possibilite um novo olhar, faz com que as crianças se sintam vencedoras e se apaixonem por esse bicho de sete cabeças que não passa de uma nuvenzinha de fumaça que se esvai com o vento.

Esta foi a minha aula de hoje, pois encontrei o mesmo livro na biblioteca da escola e fiz dele, um objeto de conhecimento e de estratégias de ensino.

Rita Minuncio

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Indagações ou soluções?





A semana se inicia e de volta as aulas, sigo.
Ouve-se um pequeno alvoroço, é o barulho da saudade. Os amiguinhos se saudam, se beijam, se abraçam, e as vezes brigam numa explosão de boas vindas.
Em meio a tanta euforia,após o som da campainha, estamos a postos, para começarmos a aula.Quando o dia termina,após uma reflexão, volto para casa pensativa.Tal qual Sócrates, questiono. Procuro respostas e encontro soluções.
Pensei tanto sobre como funciona todo sistema. Cheguei a conclusão que a maioria dos dilemas, problemas futuros de um adolescente, adulto já passou antes pela escola, em nossas mãos.
O que me ajudou a refletir? O programa de sábado do Luciano Huck, quando recebeu a atriz Danieli Haloten, deficiente visual, devido a um glaucoma. Temos em nossa escola uma criança com esse diagnóstico. E pergunto, o que estamos fazendo para minimizar o seu sofrimento? Como prepará-lo para viver essa situação futuramente e não se sentir isolado, abandonado, vítima dessa deficiência visual?
Fui mais longe ainda, nas minhas indagações e nos meus pensamentos. E pensei, por que certos profissionais, como psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas,psicopedagogos,assistentes sociais, não estão vinculados à secretaria da educação, diretamente atendendo a rede escolar? Por que é necessário fazer encaminhamento, o pai ir ao posto de saúde, marcar consulta, isso no caso de haver vaga, para que essa criança receba o devido diagnóstico e comece a usufruir seus direitos tão falados no ECA.
Onde estão os profissionais que deveriam promover o bem-estar do aluno para que a sua aprendizagem ocorra dignamente?
Minha sugestão como professora,pedagoga e psicopedagoga, com 23 anos de magistério, lidando com crianças,é de que um novo horizonte se abra aos nossos olhos e que a escola seja o centro de todo projeto vizando o futuro das nossas crianças. Um centro onde pediatras, psicólogos, dentistas, assistentes sociais,fonoaudiólogos, terapeutas,fisioterapeutas, psicopedagogos, cada um em sua área mas todos pelo mesmo bem comum que é promover o desenvolvimento pleno da criança.Com certeza, atingiremos índice alto em todos os programas de avaliação do sistema escolar.

Rita Minuncio

domingo, 20 de setembro de 2009

Carpe diem

Bem perto do infinito
tudo parece esquisito
tão longe do positivo
beiramos o egocentrismo

Somos fagulhas vazias
de pensamentos sombrios
somos espelhos da alma
que em desencantos aflora

Esta é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
é um obscuro mercado
de compras e vendas sem fim

Perto do infinito
somos tão finitos
somos partículas menores
tentando ser bem maiores

Esta é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
Questionando meu ser
tento me conhecer

Há um bem em algum lugar
Há um mal querer noutro ser
Há um desejo constante
Que me faz perecer

Esta é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
Agora só falta dizer
O que fazer?

Ao infinito e além
nascer,viver e morrer...
Essa é a vida que eu fiz
Mas não é a vida que eu quis
Meu bem!

Rita Minuncio

sábado, 19 de setembro de 2009

ADOLESCENTES DO SÉCULO XXI

Era com muita ansiedade que esperávamos o século XXI.
Quanta tecnologia nos alcançou e nós não tinhamos idéia de que seria tão rápido.
Aliás, nós não tinhamos idéia alguma sobre como seria o futuro,exceto pelos filmes de ficção científica que assistiamos na tv, vez ou outra no cinema.
Sonho ou realidade?
Uma realidade que assusta. Tanta tecnologia acompanhada de muita incompetência e animalismo por parte dos jovens de hoje.
As gerações passadas prepararam um futuro majestoso para as gerações futuras.
Basta fazer uma visita ao museu de sua cidade.
Talvez não precise ir tão longe. Folheie o álbum de família.
Tecnologia a parte, lamento que o homem não tenha evoluido enquanto ser humano.
Me envergonho dessa juventude que caminha aos passos, não de formigas, mas aos passos largos e gigantescos de dinossauros da era pré-histórica.Estão abalando tanto as estruturas da nossa sociedade, que nos levou ao Parque dos dinossauros.Aqueles mesmos que nós assistíamos na tv nos anos 90, século XX,vide Jurassic Park.

Irracionais.

O que difere a geração do século XX da atual, é o comportamento.
Só não entendo onde foi que o homem errou, quando emergiu das cavernas para edíficios e esqueceu de fazer download de caráter.

A palavra é CARÁTER.

O caráter no Brasil ou carácter em Portugal, em psicologia é o termo que designa o aspecto da personalidade responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo; esta qualidade, é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser desta; sua índole, sua natureza e temperamento. O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral; seu gênio, humor, temperamento, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais.

Caráter é a soma de hábitos, virtudes e vícios, é a imagem interior de uma pessoa.

Caráter, em sua definição mais simples, resume-se em índole ou firmeza de vontade.Definição Wikipédia.

Bom ou mau caráter?

CORRIJA UM SÁBIO E ELE TE RETORNARÁ.

Rita Minuncio

PESQUISE TUDO NUM CLIQUE

Acaso

Passar a tarde
plantando flores
sem dissabores

Lá vai Sofia
tarde do dia
na melodia
colhendo cores

Iluminando todo cenário
num desarranjo
num pouco caso
e não me procura,
em hora alguma
tão solta
leva o meu abraço

Cantando acena
partindo inventa
um novo céu
no meu espaço

De volta leva
meu coração
totalmente perdido
num descompasso

E eu vou ali
e jamais volto
pois de Sofia
eu sou escravo

Do seu amor
Do seu calor
Do seu acaso

Rita Minuncio


PROVERBIANDO

Passei a manhã, depois que voltei da reposição de aula, tentando encontrar a verdade sobre o provérbio que citei como sendo chinês, no texto "AS COISAS QUE A GENTE FALA".

Encontrei várias versões para o provérbio:

Há três coisas que nunca mais voltam atrás:a flecha lançada, a palavra pronunciada e oportunidade perdida.(WIKIPÉDIA)

Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra atirada, a palavra dita, a ocasião perdida e o tempo passado.

Dúvidas...

Este é um provérbio chinês ou um provérbio de Salomão?

Li todo o livro de Provérbios, do capítulo 1 ao 31 e não encontrei estas sábias palavras.

Há alguns versículos parecidos, como os que se encontram no capítulo 31.

Aconselho a consultarem a www.bíbliaonline.com.br

Muito interessante também o artigo de HO YEH CHIA, sobre Provérbios chineses e valores Confuncianos.Vide www.twitter.com/ritacassiam


UM TRECHO DO ARTIGO DE HO YEH CHIA

E por fim, para agradecer a presença de todos que estão aqui reunidos, quero citar dois provérbios que mostram o valor que os chineses dão aos encontros humanos:

十年修得同船渡, 百年修得共枕眠

“É preciso ter cultivado durante dez anos para que as pessoas possam atravessar [um rio, um lago, um oceano] no mesmo barco; e é preciso ter cultivado por cem anos para que duas pessoas possam se tornar marido e mulher”. Acreditamos que é preciso ter cultivado, de alguma forma, em algum tempo e espaço, para que o encontro se realize. Assim, todos os encontros tomam um sentido maior do que meras coincidências, e, como conseqüência, somos gratos a todos que cruzam nossas vidas, ainda que seja só para atravessar o rio juntos.

Que os provérbios sejam para:

2 Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem, as palavras da prudência.
3 Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a eqüidade;
4 Para dar aos simples, prudência, e aos moços, conhecimento e bom siso;
5 O sábio ouvirá e crescerá em conhecimento, e o entendido adquirirá sábios conselhos;
6 Para entender os provérbios e sua interpretação; as palavras dos sábios e as suas proposições

Provérbios1 Salomão, filho de Davi, Rei de Israel

PROVÉRBIOS SÃO PALAVRAS DE SABEDORIA PARA FAZER PENSAR, REFLETIR, ANALISAR, COMPARAR, SILENCIAR, ILUMINAR, COMPREENDER, CONSERVAR, ANIMAR,
ELEVAR,DISCERNIR, ALIVIAR, ACALMAR, CONDUZIR, APRENDER, OBSERVAR ETC

NÃO HÁ QUE SER FORTE.HÁ QUE SER FLEXÍVEL.(PROVÉRBIO CHINÊS)

Rita Minuncio