quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Procura-se um inventor

Ainda não inventaram:


um gerador de idéias

um formador de pensamentos

um captador de sentimentos

um produtor de movimentos

um domador de ira

um semáforo de bom senso

um registrador de tempo com ida e volta

um lançador de sorrisos

um jato de felicidade

um extintor de medo

um detetizador de preconceitos

um exterminador de violência

um medidor de desejos

Já inventado:o homem e a sua inteligência

com o poder de modificar a sua própria natureza,

consequentemente o mundo ao seu redor.

Rita Minuncio

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Além da sala de aula - ALBERT EINSTEIN

Hoje consegui despertar em meus alunos, um conhecimento além da sala de aula.
Como isso aconteceu? Simples, tão simples como abrir uma janela. E eu abri várias.

Primeiro escolhi um bom livro, para fazer uma leitura de fruição. Para quem não sabe, leitura de fruição é aquela em que o professor lê para seus alunos pelo simples prazer da leitura, envolvendo seus alunos num clima gostoso de aventura e saber, pelo misterioso mundo da imaginação. Já li este ano, dois livros de Maria José Dupré, A ilha perdida e A mina de ouro. Eles adoraram.
É muito importante a escolha do livro que se vai ler, ou mesmo do texto. Sempre procuro fazer uma leitura em primeiro lugar que seja adequada a faixa etária dos meus alunos e que desperte a curiosidade, tanto quanto ensina e que eu aprenda também. Me considero aluna, as vezes.

Encontrei, bisbilhotando as prateleiras da biblioteca da escola, um livro com o título "O professor Cósmico" , uma história de Albert Einstein. E foi assim que tudo começou.

Noções de teoria de relatividade no 5ºano de forma tão casual, e estava eu ensinando física.
Uma outra linha, falando de Isaac Newton, noutra, de bom senso, e como Einstein se vestia. Sua preocupação com o tempo e suas tristezas pelo mau uso de suas idéias( a bomba atômica).

A sua paixão por matemática e seu modo simples de viver.

Li apenas dois capítulos, porque a exemplo de Albert Einstein, resolvi deixá-los pensar um pouco sobre o assunto.

Só sei que terminamos a leitura em completa euforia. De repente, e isso é relativo ao que o professor propõe, todos queriam saber como surgiu isso, aquilo, quem inventou, quem fez, como fez e porque fez.

Eu, sutilmente disse:

"Não sei tudo. E quando não sei, eu pesquiso. Por que vocês não fazem o mesmo? Ao invés de navegar apenas para jogar ( jogos) e jogar conversa fora, pesquisem. Estão estudando além da sala de aula, e isto é um hábito saudável e enriquecedor"

Einstein pensava tanto que perdia o caminho de casa. Mas suas idéias revolucionaram o mundo.
E eu ainda sei tão pouco!

Amanhã, continuarei com eles a leitura, pois não quero saber antes o final e assim poder sentir a mesma emoção que meus alunos sentem com a descoberta do fantástico mundo da leitura de fruição.
Rita Minuncio

Aproveitando o ensejo

Só para você refletir:

Que tipo de download você está fazendo para a sua vida, hoje?

Positivos ou negativos.

Escreva-os em um papel e veja que importância você está dando a eles em sua vida.

Sócrates era um perguntador. Albert Einstein tinha idéias. E você, faz apenas cópias?

Cultive a sua personalidade. Seja um autentivo VOCÊ MESMO!Pois quem te fez, jogou a forma fora. Vide digitais.

A trajetória da violência - família, escola, mundo

Quando nos referimos ao termo violência, pensamos em uma agressão física, algo que gere um dano aparente e que nos salte aos olhos.
E assim, basta ligarmos a nossa TV nos noticiários sejam locais, ou nacionais e nos deparamos com uma vitrine de terror bem colorida aos nossos olhos e em alto e bom som.
Mas, a violência que quero trazer a tona é aquela que está calada, não manifestada, que age silenciosamente e que tem um fim não menos agressivo e doloroso.
Nasce basicamente, impulsionada por pequenos gestos, sob um pequeno teto, chamado lar. Porquê são nas relações familiares que surgem todo conflito gerador de violência.
Nos acostumamos a nos relacionarmos mal. Mal nos damos bom-dia, ou boa-tarde. Usamos pouco os pronomes de tratamento. Esquecemos as palavras mágicas, detentoras de tanto poder. Cordialidade pode ser confundida com tolice, coisa de bobos, ou falta de personalidade.
Neste mercado de tantas ofertas de destratamento pessoal, compramos modelos errados e banalizamos os bons exemplos.

Mas, se é falta de personalidade ser amável, como se explica tantas cópias humanas sendo reproduzidas nas ruas, despersonalizadas de si mesmo e de sua autenticidade?
O ser humano adora um download. Isso é fato!

Por que ser cordial, honesto, cumpridor de deveres não ganha tantos adeptos?
Por que a banalidade consegue atingir as massas tão rapidamente?
Por que o ser humano não quer mais fazer uso do seu poder de escolha e decidir entre o bem e o mal, o que é bom para si mesmo?
Por que é tão fácil fazer parte da corrida dos ratos?


Volto a questão familiar. A família e sua função na sociedade. E pergunto:
O que é ser pai? O que é ser mãe? Alguém esqueceu de ler o manual.

E a violência segue de forma retundante, em situações de abandono, quando a despreocupação dos pais em relação aos filhos está oculta em diversas situações, como, o deixar de ir a uma reunião escolar, e ouvir daquele(a) que passa as vezes o maior tempo do dia com os seus filhos, um pouco do seu comportamento. Uma olhadela no caderno do filho, buscando sinais de como foi o seu dia. Uma busca nos seus materias escolares muitas vezes denuncia.Me preocupo com o abandono gerador de violência. Silenciosamente, ao Deus dará, muitas crianças seguem nesta grande roda da vida, por instinto, por desprezo, por piedade, como aviões sem asas, fogueiras sem brasas, simplesmente vivendo cópias de pessoas despersonalizadas em caminhos tortos, por falta de atitudes mínimas familiares. Pequenos gestos de amor, curando grandes feridas, matando pequenos monstros , gerenciando hábitos sadios.
Violência não tem trajetória, onde o amor impera!

Rita Minuncio

sábado, 12 de setembro de 2009

Psicopedagogia, por um jeito diferente de educar

Quero falar de uma coisa
adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
é o nome certo desse amor
Já podaram seus momentos
Desviaram seu destino
Seu sorriso de menino
Quantas vezes se escondeu
Mas renova-se a esperança
Nova aurora a cada dia
E há que se cuidar do broto
Pra que a vida nos dê flor e fruto

Coração de estudante
E há que se cuidar da vida
E há que se cuidar do mundo
Tomar conta da amizade
Alegria e muito sonho
Espalhados no caminho
Verdes, plantas e sentimentos
Folhas, coração, juventude e fé.

Quero falar de uma coisa, uma nova profissão (em vias de regulamentação) e tão necessária nos dias de hoje. Só quem já esteve em uma sala de aula, sabe de sua real importância.
O professor tem em suas mãos poucas ferramentas, maioria das vezes giz e lousa. Uma sala cheia, crianças anciosas, umas para aprender, outras preocupadas com o que deixaram em casa, se é que vieram de uma casa. Então, são histórias e histórias dentro de um único espaço, muitas vezes configurado para que ela não fale, não critique, não expanda os seus sentimentos, suas ações, suas emoções. Ser criança é tão difícil quanto ser um adulto. Cada fase é uma fase. E se uma depende da outra, como ser bom adulto se não se foi uma criança feliz?
E a psicopedagogia, caminha por onde? Deve estar ali do lado amparando a criança. Um socorro presente, em tempo real.
Como uma planta que brota, e que sabe quem vai colher os seus frutos, eis a Psicopedagogia, aguardando um terreno para se desenvolver.
Uma sala de aula deve ser um espaço renovado, onde a esperança se encontre no olhar de uma criança que dá um sorriso de satisfação quando entende e compreende que a tabuada não é uma mera repetição de números, e entenda a sua função na matemática, como sendo repetidas somas de uma quantidade, engajada em um número. Ou quando ela resolve assistir ao jornal telenoticiado, porquê faz parte do mundo e não quer ser um ser alienado.
Mas o que diferencia a Psicopedagogia, é o olhar. O que acrescenta a Psicopedagogia é a ação. O que transforma é a atitude do professor em sala de aula. Pensar nas diversas situações pelas quais um aluno não aprende e tentar encontrar um diagnóstico para a dificuldade de aprendizagem e a partir desse diagnóstico fazer os possíveis encaminhamentos, faz do Psicopedagogo um pai amoroso que cuida do bem-estar do seu filho.
E há que se cuidar do broto, pra que a vida nos dê flor e fruto.
E o coração de estudante? Qual professor ainda não o tem dentro do peito? O professor atual é um pesquisador, incansável que deve possuir ferramentas em tempo real e fazer-se acreditado pelo aluno. Nosso aluno precisa de informação em tempo real. Informação sadia para não ser lançado como flecha sem volta em um mundo onde a facilidade de obtenção de informações negativas para seu desenvolvimento são tantas ou mais que as positivas.
E há que se cuidar da vida, há que se cuidar do mundo, para que os sonhos não se espalhem pelos caminhos.
Vejo a sala de aula como um grande espaço, onde os Psicopedagogos e são muitos no Brasil, encontram as portas fechadas, sem ter uma oportunidade de fazer algo concreto pela educação.
Quem sabe dia, um abra-te-Sésamo surgirá como uma luz nesta caverna tão escura chamada sala de aula. Que não seja tarde para os milhões de brasileirinhos tão necessitados de um Sol maior em suas vidas!

Rita de Cássia Minuncio, Professora do Ensino Fundamental, Ciclo I, Pedagoga especialista em Psicopedagogia Clinico Institucional.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Se há alguma novidade


Novidade é o mesmo Sol

fazendo um novo dia

todo dia

e cada dia

desigual

em cada dia o seu bem

o seu mal

um dia precedendo ao outro

que velho fica

a cada nascer de outro Sol

do mesmo Sol

no novo dia

Utopia!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Quando os planos mudam

Tento entender, olhando por fora, como se não fizesse parte, as situações em que a vida, as vezes nos coloca frente a frente, sem escolha. Como se colocasse o dedo no seu nariz e dissesse: E agora? Qual é a tua reação? Vamos lá, o que tá esperando?
Quantas vezes agi precipitadamente diante dessas situações. Errei gigantescamente.
É preciso saber viver! To aprendendo, mesmo que os prejuízos já tenham sido muitos e grandes. O lucro tá na experiência que não me permite arriscar mais. Enfim, 1x0 para a sabedoria, discernimento e o poder de tomar sábias decisões.

sábado, 25 de julho de 2009

Amor absoluto


Porque o amor tem que ser absoluto
único, pois que é amor
enquanto vive no espaço
do começo ao fim

Porque o que muda é
o tipo do sentimento
de amor a amor
há vários sentidos
em vasos contidos
o maior deles
o coração.
Rita Minuncio

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O teu caminhar por mim, realmente me ajudou a andar


Mudou meu viver
eu que não saia do lugar
consegui me mexer
Porque o que em mim
estava morto
era o espírito
abatido
me tirou da apatia
caminhando por mim
e caminhou com tanta fé
que eu realmente andei
e sai do chão
quase flutuei...
Sonhei
virei sonho
realidade
e paixão
Anjo bom
que caminhava por mim
deixava pegadas na areia
enquanto eu chorava aqui
sorrindo ali....meu amigo do coração!
As ondas da praia todos os dias pintam telas novas na areia,
mas as pegadas ficaram como que marcas que nem as ondas
e as marés conseguem apagar.

António Cavalheiro